Uma casa em outubro, contada pelo momento em que o vento entra
Cada casa percebe a estação de um jeitoEm uma tarde de outubro, escreva sobre a ventilação e os sons da sua própria casa. Não é uma recomendação sobre calor nem uma promessa de conforto. É um roteiro para registrar um momento real, sem fingir que o clima é igual em todo o Brasil.
Antes de abrir a janela
Descreva onde você estava e o que fazia. Escolha um objeto próximo como ponto de partida. Não inclua informações que revelem endereço, horários em que a casa fica vazia ou detalhes de segurança.
O primeiro sinal de movimento
Se houver vento, observe uma folha de papel ou uma cortina já no ambiente. Se não houver, registre a imobilidade sem inventar uma brisa. Não coloque objetos no parapeito nem se incline para fora para criar a cena.
O som que passou a fazer parte
Escreva sobre um som ambiente que você percebeu, sem gravar conversas de vizinhos. Diferencie o que ouviu do que imaginou. Um ruído distante pode ficar sem nome; não é preciso identificar tudo.
A pausa muda a tarefa
Conte se voltou ao que fazia ou decidiu parar por alguns minutos. Essa mudança é sua experiência, não um efeito que toda pessoa teria. Pequenas decisões dão movimento ao texto sem exigir um acontecimento extraordinário.
Uma frase para o próximo mês
Feche com algo que quer observar novamente em novembro. Acrescente data e cidade, se desejar. Quando voltar à cena, faça uma nova cartão: a diferença entre as duas tardes será mais interessante que reescrever a primeira.
Reúna o que você sabe, suas histórias ou suas coisas favoritas em cartões. Compartilhe por um link que qualquer pessoa pode abrir sem criar uma conta.
Começar no Stepzu